28.3.09

Shiny happy person

Postado por Alexandra Oliveira |

Estes dias estão sendo ótimos, tive sonhos longos e interessantes nos mundos "de lá". Um deles foi com Poseidon e as Náiades (ninfas das águas), outro com a Grécia, entre outras aventuras e musicais e viagens no tempo e lembranças de outras vivências etc e tal. Então estou de pouca postagem e conversa, vislumbrando tudo o que tem acontecido e as descobertas que tenho feito. Uma pessoa importante para mim voltou a "aparecer" e falar comigo, purificada, transformada para melhor. É provável que eu esteja também prestes a saber que um grande amigo desta vida pode ter estado comigo em uma outra... E hoje me deram um papel em uma peça da faculdade que imagino que será no mínimo prazeroso de fazer. Já estava na hora de as coisas tomarem um novo rumo!

26.3.09

Eu mereço (mesmo)! rsrsrs

Postado por Alexandra Oliveira |

Os deuses são engraçados. Eu não tinha entendido qual a dEles quando minha professora de yoga sofreu um acidente e precisou engessar o braço e não iria poder dar aula pra mim justo quando ando com uma dor de cabeça que só passa quando vou lá. Daí, reajustando dia e horário onde eu poderia fazer aula com outro professor, fui parar numa turma sem saber o nome do cara (quando entrei no centro de yoga, só tinha duas professoras, agora tem três ou quatro professoras e um professor). Chego lá hoje, tomo um chá, entro na sala, e ele se apresenta como Helênio. Quer coisa mais grega que um professor com esse nome? E a aula foi ótima. Agora entendi, senhores divinos... Já podem rir.

;)

25.3.09

Neste pôr-do-sol

Postado por Alexandra Oliveira |

O festival de primavera chamado Galaxia tem a ver com Réia, o nascimento de Zeus e a dança dos Curetes.

Quando Réia pariu Zeus, o escondeu de Cronos numa caverna e o deixou aos cuidados dos Curetes (kouros = "juventude") e das ninfas Adrasteia e Ida, filhas de Melisseus ("homem do mel"). As ninfas o alimentaram com leite da cabra Amaltéia e as abelhas das montanhas lhe deram mel. Os Curetes inventaram a dança em armadura, com ritmo frígio e flautas. Esse barulho distraía Cronos, para manter Zeus escondido.

Há muitas evidências do nascimento e criação do deus até o dia de hoje na ilha de Creta. Por exemplo, quando ele foi levado pelos Curetes, dizem que o cordão umbilical (omphalos) caiu perto do rio conhecido como Triton, e aquele local se tornou sagrado e a planície ficou sendo chamada de Omphaleion. A caverna e os prados no monte Ida também continuaram sagrados a ele. Mas a relação mais impressionante é do mito das abelhas, que diz que Zeus mudou a cor delas do cobre para o dourado e, como a região tem muita altitude, com ventos fortes e neve, ele fez as abelhas insensíveis a essas coisas, incapazes de serem afetadas por elas, suportando o frio do inverno.

Por tudo isso celebramos a Galaxia (do grego γαλαξίας, galaksias, "via láctea") com leite e mel.

O 'mingau' de cevada ("poltos", uma pasta feita de leite com cevada) seria para Réia, a mãe de Zeus. A cevada era um cereal predominante na Ática, que se adaptava melhor ao clima dali do que o trigo. O trigo era melhor para fazer pão, com a cevada faziam mais era esse tipo de mingau. A cevada na Ática florescia entre o final de março e o meio de abril, no mês chamado de Galaxion, equivalente ao Elaphebolion de Delos. Ela é associada a Réia por ela ser uma mãe anterior a Deméter, a cevada sendo um 'pré-cereal' (anterior à cultura do trigo).

~ Imagens: o bebê Zeus com os Curetes. ~

23.3.09

Salada devocional não; marmitinha individual talvez.

Postado por Alexandra Oliveira |

Em novembro do ano passado, falei para alguns amigos do Multiply sobre o fato de, como um ser humano, eu ser atraída por energias, abordada por espíritos e seduzida por divindades e, por isso, não poder ficar alheia a essas coisas, além do que eu já me imagino capaz de diferenciar o que é ofensivo e o que integrativo. Este mês a Galina Krasskova, do blog The Gods’ Mouths, postou uma coisa sobre “interfaith”, essa troca religiosa que temos com pessoas de outras crenças. Resolvi resumir – traduzindo – um pouco do que ela fala e que combina com a minha maneira de pensar.

Ela comenta que, por servirmos aos deuses, acabamos tendo que lidar com tradições diferentes (isso inclui ela ter tido que lidar com cristãos, muçulmanos, judeus, pagãos, gentios e ocasionalmente budistas, até um ateísta aqui e ali), e muitas delas até opostas em pontos principais de sua teologia. O nosso trabalho seria o de criar pontes de compreensão e tolerância entre crenças. Aí ela conta:
“Já ouvi defensores fervorosos do seu direito a adicionar ou ‘pegar emprestado’ rituais e práticas de numerosas crenças, enredando estas dentro de sua própria prática espiritual. Escutei asserções ávidas do tipo ‘Eu tenho o direito de adicionar o que eu quiser à minha espiritualidade’. Talvez, mas ainda acho que essa é uma estrada escorregadia a se andar. É uma estrada geralmente rodeada de um sentido desproporcional enlaçado a uma falta de consciência e sensibilidade quanto ao que pode ser visto por muitas religiões como uma apropriação cultural indevida.”
Essa tentativa de proteger uma religião de ofensas, formando um espírito de união, como um clã, para ela tem duas razões: a primeira é que os deuses devem ser tratados com respeito e já mostraram à humanidade - através de relatos e rituais únicos a cada cultura - como eles querem que isso seja feito; a segunda é que algumas religiões veriam a si mesmas não apenas como tradições espirituais, mas como modo de pensar de um grupo social (de um povo), com paradigmas culturais, linguísticos e éticos sem os quais a própria espiritualidade ficaria sem raízes, daí, quem não ficar imerso na cultura ou pelo menos tentar ver pelos olhos de um devoto daquela religião, não poderia compreendê-la afinal.

Aí ela cita o lema que ouviu por dois anos que dizia “sempre acrescentando, nunca substituindo”:
“Em nenhum lugar desse lema, porém, está dizendo que todos os deuses são intercambiáveis ou que a tolerância entre crenças deveria estar fundamentada em um desrespeito pela religião das outras pessoas. Uma coisa é quando somos escolhidos por deuses que nos ordenam a incorporar uma prática particular, e outra coisa bastante diferente é quando ‘por bem ou por mal’ a gente escolhe fazer isso porque tal prática é ‘legal’ ou ‘conveniente’. Essa é a atitude que diz que podemos pegar o que quisermos e mudarmos e adaptarmos sem considerar a história espiritual e cultural por trás da prática ou crença que faz desde os nativos americanos até os modernos reconstrucionistas darem as mãos a vários cristãos. Essa apropriação indevida do espiritual e do cultural é no mínimo arrogante. Uma arrogância diretamente oposta ao espírito de tolerância religiosa.”
O mais do que ela diz eu deixo em suas próprias palavras:
“Sempre que nos aproximamos de outra religião com um sentimento de se achar no direito ou autorizado a algo, com uma recusa de abrir a mente a como os praticantes daquela religião se aproximam do mundo espiritual, com uma recusa a deixar de lado nossas pré-concepções e preferências pessoais, nós perpetramos um grave desserviço a nós mesmos e a aqueles os quais desejamos tocar. Violamos o espírito do trabalho entre crenças. Não faz diferença dizer que estamos seguindo nossa própria verdade sem prejudicar ninguém. Quando roubamos as tradições sagradas de outros e assim demonstramos desrespeito a seus deuses, estamos perpetrando dano espiritual. (...) Não importa o quão bem-intencionados estejamos, se isso ofende a aquelas religiões, estamos explorando, então precisamos repensar seriamente nossa posição e principalmente nossas ações. Não estamos no direito de retorcer as práticas espirituais dos outros para nossas próprias necessidades. Ponto final.

Então, o que é define o espírito de trabalhar entre crenças? É uma questão de respeito. É respeitar e honrar as diferenças enquanto se celebra aqueles raros momentos de sincronicidade, celebrando as coisas em comum compartilhadas pelas várias crenças. Religiões não são recursos a serem pilhados e, apesar das melhores intenções, é impossível verdadeiramente respeitar uma tradição religiosa enquanto não se demonstra respeito por aqueles que a seguem. Então pise com cuidado. Nós devemos nos encontrar com cada tradição espiritual em seu próprio terreno. Caso contrário, isso é um ato de hybris. E a hybris, como muitos relatos nos mostram, não é uma coisa vista com bons olhos pelos céus.”
O que eu queria deixar desse texto é que o "cada um no seu quadrado" inclui não querer formar um "cubo" onde não existem "arestas" para isso; portanto, se alguém for trabalhar com algo de outra vertente, que seja respeitando aquela tradição e por uma requisição da deidade ou força ou energia que chamou a pessoa ali, e não para simplesmente ficar misturando coisas porque é ‘divertido’ e porque ela decidiu que pode. Sei que já falei muito (no fórum principalmente) sobre o que NÃO fazer, sobre como não cometer ofensa e hybris, mas sinto que é importante também mostrar o que se PODE fazer, visto que ninguém está imune a ser atraído ou receber mensagem de um panteão diferente do seu. Respeito, abertura e ausência de arrogância. É por aí que a gente começa...

22.3.09

Hare Krishna

Postado por Alexandra Oliveira |

Ontem, antes de dormir, acendi um incenso indiano, sentei-me para meditar na posição de lótus, no escuro, escutando mantras no player de mp4. A tecnologia nessas horas ajuda, porque a certo momento percebi que não precisava continuar de olhos fechados; lembrei-me da prática de fitar um ponto no horizonte, e o único ponto aceso no escuro de meu quarto à minha frente era o led de stand-by da TV. Pois bem, fiquei olhando para ele, ainda ouvindo os mantras e, aos poucos, ele deixou de ser um ponto circular. Primeiro uma coisa indefinível rascunhada (um Ohm?), depois alguém tocando flauta (Krishna?) e depois ele com uma moça consigo (sua amada?). Quase sem perceber, lágrimas já escorriam de meus olhos.

Eu poderia dizer que custa-me de certa forma admitir a visita de outros panteões de uma forma como a de ontem, mas uma das coisas que estava na última carta que recebi do meu ancestral de Creta foi ele me dizendo: "Tudo o que aparecer nessa trilha é porque é pra ti. A trilha é tua. Não hesite em parar para recolher o que ela te mostra ou traz." Então não tenho rejeitado nenhuma experiência que me eleve o espírito.

Pois bem, algum tempo depois, abri o armário, peguei o banquinho e subi até a prateleira onde estavam antigos livros, acreditando que eu tinha um Bhagavad Gita em algum lugar, mas o que eu encontrei foi algo diferente. Entre outros dois livros (um de filosofia védica e outro de depoimento de um swami), estava um livro específico sobre Krishna, com ele e sua amada na capa, e autografado pelo devoto que me vendeu ele na rodoferroviária de Brasília, a 4 de fevereiro de 2003 (sim, tem certas coisas que eu guardo mesmo). Ainda me lembro dele dizendo que eu me parecia com uma das meninas do retiro deles. Permiti-me começar a ler. E tenho identificado nos textos muita coisa que já tinha conversado com as pessoas sem saber que isso já existia escrito em algum livro de histórias sagradas. Não vou me preocupar com o 'como vou lidar com isso', vou viver meu presente, porque acredito que já sei discernir o que é aproveitável sem ser ofensivo e que já sei entender a diferença entre uma dádiva e uma distração.

A foto da capa é essa ao lado. Tem tanto a flauta quanto Ela...

18.3.09

Bruxinha no umbral

Postado por Alexandra Oliveira |

E olha quem me esperava na beirada de cima da porta a me visitar quando cheguei em casa para almoçar:

Coincidências? Ou confirmações?

18.3.09

Quando a águia de Zeus sai pra brincar

Postado por Alexandra Oliveira |

Ontem, procurando incenso em uma gaveta, encontrei algo que não via há uns 3 anos, minha águia:



Enquanto as outras aves se escondem de tempestade, a águia é a única que a enfrenta e voa por cima das nuvens turbulentas.

Ela é forte, ela enxerga tudo, ela avista as coisas de longe. Ela ensina o filhote a voar soltando-o de bem alto e vendo como ele se sai. Se ele não voar, ela dá um rasante por baixo dele e o apóia nas asas. Zeus é assim. E eu amei Ele me lembrar disso.

16.3.09

À portadora das chaves

Postado por Alexandra Oliveira |

"Um cão de olhos negros, ele me chamou na minha porta
O cão de olhos negros, ele pediu por mais
Um cão de olhos negros, ele sabia meu nome
Eu estou ficando velho e quero ir pra casa
Eu estou ficando velho e não quero saber..."
(Nick Drake, 'Black Eyed Dog')

Estes dias o que notei de curioso foi que eu e mais dois amigos helênicos (até onde sei, mas quem sabe aconteceu com mais gente) sonhamos com uma cadela preta. Isso nos lembrou de Hécate.

Normalmente as pessoas pensam apenas na associação dEla com a magia, a bruxaria, as práticas da Trácia, suas três faces, a encruzilhada etc. Porém, não vamos ser limitados. Vamos ver pelo menos mais duas outras coisas de Hécate aqui:

# Primeiro, Hécate Trioditis, a que cruza os três mundos (Olimpo, Terra e Hades) nos dá três opções. E desta vez, conversando com uma das duas pessoas que também tiveram o sonho, eu diria que as nossas opções são duplas em cada um desses três caminhos: desamarrar-nos ou ficarmos presas ao passado; auxiliar ou prejudicar projetos de futuro; e viver ou se recusar a experimentar o presente.

A cadela negra do meu sonho parecia satisfeita e confiante em mim, como se soubesse que eu estava sendo sincera e faria a coisa certa. E eu escolho me desatar do passado para poder liberar meu futuro e ser plena no presente. Já a minha amiga, que está custando mais a se desapegar do que precisa deixar para trás, pensava na cadela do seu sonho no sentido de como ela poderia ter tanta idade e ainda estar viva, e eu - ampliando - lhe perguntei 'como pode algo passar tanto tempo e ainda existir?'. Hécate para ela parecia apontar que há outros caminhos na encruzilhada, outras possibilidades.

De qualquer forma, é esse desapego que me leva ao meu segundo ponto...

# Segundo que a gestação se realiza num local escuro. Estamos próximas à primavera de Eleusis, quando Perséfone sai do Hades e vem ao mundo terreno. Perséfone é como uma porta para o inconsciente, mas -ficar parada diante da porta- faz dela não uma passagem, e sim um obstáculo. Precisamos atravessá-la e ir para algo mais fundo, para a deusa que ajudou Deméter a encontrar Perséfone, e é justo nessa troca com Hécate que se pode aproveitar melhor a sabedoria de um mundo transpessoal e sem fronteiras.

Sei que muita gente andou com o senso de direção meio perdido, mas a gestação de que falei - ainda que se realize no escuro - acontece em um meio líquido. Flutuamos na água antes de emergir renovados para o mundo. Limpos e prontos para sair dali vislumbrando um horizonte infinito de opções e novas descobertas. Ou de voltar para o lar do nosso ser do qual não deveríamos ter nos desviado por nada nem ninguém...

16.3.09

O líquido tem que fluir entre as duas taças...

Postado por Alexandra Oliveira |

Estes dias vinha me sentido um pouco como Dionísio sendo despedaçado e em minhas preces pedia para ser salva e restaurada das partes de mim que ainda estão vivas e não foram comidas por "monstros". Então tentei me cuidar para manter algo ainda disponível para ser escolhido pelos deuses como forma de me recriar. E acredito estar melhorando. Como Hermes (Mercúrio, para os romanos) é um deus também da 'sorte', esperava que ele viesse mudar a minha para algo mais agradável.

Fui por acaso folhear um livro hindu e notei isso:
"रसस्य मनसश्छैव छञ्छलत्वं सवभावतः |
रसो बद्धो मनो बद्धं किं न सिद्ध्यति भूतले || २६ ||

rasasya manasaśchaiva chañchalatvaṃ svabhāvataḥ |
raso baddho mano baddhaṃ kiṃ na siddhyati bhūtale || 26 ||

By nature, Mercury and mind are unsteady: there is nothing in the world which cannot be accomplished when these are made steady.

Por natureza, Mercúrio e a mente são instávels: não há nada no mundo que não possa ser realizado quando eles são feitos estáveis."

(Hatha Yoga Pradipika)
Isso me fez pensar que eu ainda estaria estancada no lugar, sem realizar nada, se as coisas continuassem do jeito que estavam. O choque ao menos fará o que é necessário mudar e sair do lugar.

15.3.09

Só para complementar o último post:

Postado por Alexandra Oliveira |

Minha 'Carta do Dia' no site Personare:

"Carta do Dia (Personare): O Ceifador

A importância de deixar ir

Cultivar o desapego é um dos conselhos fundamentais dado pelo arcano chamado “O Ceifador”. Existem momentos da vida em que somos desafiados a perder cascas, a compreender a importância de caminhar, deixando paisagens para trás. Ainda que isso doa, uma vez que nosso ego se estrutura a partir de apegos e identificações, é a compreensão meditativa de que tudo passa que lhe permitirá seguir caminhando e, enfim, abrir-se ao novo que belamente se introduz em sua vida, pouco a pouco, passo a passo, até que você apareça com a alma totalmente renovada. Procure se interiorizar neste momento, evitando grandes atividades sociais. Faça este contato com o núcleo da sua alma e você entenderá quais são as coisas que precisam ser deixadas para trás.

Conselho: Viver é perder cascas continuamente!"

15.3.09

Que 'corvos' está havendo com o mundo? ò_Õ

Postado por Alexandra Oliveira |

Incrível como parece que para todo mundo estes estão sendo dias e tempos difíceis. Primeiro foram meus contatos do Multiply que comentaram sobre isso, agora eu vejo o povo nas listas de e-mail dos helênicos americanos fazendo o mesmo. Resolvi resumir e postar aqui uma das coisas que aconteceu por lá, porque a resposta serviu para mim e provavelmente servirá para muitos de vocês que - como eu - sentem a configuração celeste e toda essa energia que bagunça com nossos corpos cheios d'água da mesma forma que a lua influencia nas marés.

A helênica que pede ajuda também pratica yoga e já escreveu um livro sobre as máximas délficas. Ela conta que parece que tudo resolveu acontecer ao mesmo tempo, que ela tem ficado doente e curada seguidamente nos últimos meses, e - entre outras coisas - se sente ansiosa, então ela queria saber a que deus mais especificamente pedir por alívio.

Quem responde diz que os Deuses às vezes parecem não responder nossas preces, mas Eles as ouvem e são sim guias da humanidade, mas Eles provavelmente gostariam de que de vez em quando nós parássemos de nos preocupar tanto com o destino, uma vez que Eles já estão cuidando disso e sempre estiveram e estarão conosco até o fim. Diz também que possivelmente as respostas já foram dadas, só depende de nós enxergá-las e procurar por equilíbrio na vida, mesmo que seja pelo ato de acender uma vela por noite ou limpar o tumulto espiritual. E termina dizendo que é no nosso ser superior, que é o verdadeiro canal aos deuses e ao universo, onde as respostas estão.

O que tem sido difícil para mim (agora sou eu falando de novo) é que, mesmo sabendo disso tudo e vendo a luzinha das respostas no final do túnel, eu ainda não consigo enxergá-las porque tem um véu de mágoa cobrindo meus olhos. Eu sei que o que aconteceu vai ser melhor para mim, pois me livrei de alguém que me fazia mal, só que eu tou sofrendo demais ainda. Acho que é a dor que sentimos quando retiramos um tumor por conta da cirurgia, mesmo sabendo que estaremos salvos sem ele existir mais ali. A diferença é que eu me apeguei ao meu 'tumor', ele era um pedaço meu, e - desculpem o palavrão - po**a, como dói perder isso...

Há 3 dias que estou com dor de cabeça por conta das coisas que vem me acontecendo. Espero que os remédios que a médica me passou me ajudem a retirar o véu e encontrar coisa melhor para colocar no meu coração.

E olha a sincronicidade! Na hora em que fui postar isto, fui procurar uma citação de uma coisa nas minhas anotações e achei uma outra anotação muito melhor! Vou voltar a usar meu cordão de Sarah Kali e, com a permissão dos deuses, começar a fazer esta prece a ela:
"Tu és a única Santa Cigana do Mundo.
Tu, que sofrestes todas as formas de humilhação e preconceitos;
Tu, que fostes amedrontada e jogada ao mar, para que morresses de sede e de fome;
Tu, que sabes o que é medo, a fome, a mágoa e a dor no coração;
Não permita que meus inimigos zombem de mim ou me maltratem.
Que Tu me concedas sorte, saúde, e que abençoes a minha vida.
Assim seja."

12.3.09

Trechinho

Postado por Alexandra Oliveira |

"We cannot expect our religious specialists to do everything for us. As yet, we have few private sanctuaries and no public temples - but we do have our hearths and our homes. Although our communities are still small, each of us has the means to practice Hellenism fully. The life cycle and the daily, monthly, and yearly rituals are those means."

"Não podemos esperar que nossos especialistas religiosos façam tudo para nós. Sei que temos poucos santuários privados e nenhum templo público, mas temos nossos corações e nossos lares. Embora nossas comunidades sejam ainda pequenas, cada um de nós tem os meios para praticar o Helenismo plenamente. Os ciclos da vida e os rituais diários, mensais e anuais são esses meios." (Drew Campbell: 'Old Stones, New Temples')

11.3.09

Uma 'grega' na yoga (parte II)

Postado por Alexandra Oliveira |

Hoje estávamos trabalhando o equilíbrio, e a professora falou que equilíbrio não é um ponto entre duas forças, mas uma ausência de forças conflitantes. Quando ela estava falando nisso, veio à minha cabeça Hermes entre Dionísio e Apolo. Eles não são opostos que precisem do deus mensageiro no meio para amenizar nada. Eles se completam.

Em nenhum momento do tema "equilíbrio" eu pensei em justiça ou balança ou Têmis, mas sim fiquei pensando em Hermes, o qual veio, voando até parar flutuando, pouco vestido, e envolto em faixas brancas esvoaçantes. Puxou-me então pela cintura, me carregando de costas para Ele.

Mais tarde, ela nos fez ter uma visualização com um beija-flor. Achei isso interessante, porque para mim o beija-flor estava associado a Hermes também, mas eu não tinha certeza. Então fui pesquisar e descobri que os incas honravam o beija-flor como pertencente ao deus Q'enti, que tem muitas semelhanças com Hermes, por ser um mensageiro do mundo superior e ser respeitado por sua velocidade e precisão.

Ao procurar uma imagem de Hermes, encontrei uma parecida com a preparação para um dos ásanas que fizemos. Ainda não achei foto da postura para comparar, mas já imaginem aí pela figura...

11.3.09

Festival das Cores!

Postado por Alexandra Oliveira |

Hoje é dia de Hopi na Índia, o festival das cores, quando as pessoas jogam pós coloridos umas nas outras.

Há vários mitos relacionados a essa celebração. Um deles diz que foi Krishna que popularizou o festival ao pregar peças nas 'gopis' (pastoras de vacas). Krishna teria reclamado com sua mãe sobre o contraste de sua cor escura e a cor clara da sua consorte Radha. Por isso, as celebrações são na primavera, estação que celebra o amor.

O significado literal de "Holi" é "coisa do passado". Ele nos ensina que o que passou, passou. O que aconteceu antes? Esqueça. Se você foi elogiado, massa; se foi insultado, massa também, porque tudo já acabou.

E deixemos as cores espalharem a alegria!

Veja mais no site: http://www.holifestival.org

10.3.09

Reivindicados pelos Deuses

Postado por Alexandra Oliveira |

"A pessoa é para o que nasce."

Quando somos "reclamados" (que Percy Jackson talvez chamaria de "determinados", rsrsrs) por um/a/s dos Deuses, as coisas começam a se complicar (ou, ao estilo Peter Parker, "grandes poderes trazem grandes responsabilidades"). Nós mesmos custamos um pouco a aceitar ter que incluir na nossa vida uma medida em termos de fazer algo por um bem maior e aguentar as implicações que vêm com esse caminho.

Não é apenas mais uma questão de fazer suas práticas devocionais e achar que está tudo beleza e pronto. Sua vida não é mais só sua. Você volta e meia vai se encontrando em situações de precisar 'prestar serviço' que já nem tem mais o "luxo" de parar para pensar se você acredita mesmo naquilo ou não, se você vai celebrar um festival ou não. Nós temos autonomia sim, mas é que aquilo já começa a fazer parte de você, quando você não entra na coisa você sente que falta algo. (Já aconteceu de você ter a impressão de que o mês - helênico - não mudou, porque você não fez um ritual na Noumenia?) Você nem pediu para ser assim, de ter que ficar se recriando toda hora, mas, se você não fosse assim, o mundo seria pior. Imagina se todo mundo resolvesse sentar no mesmo assento do ônibus em vez de assumir outro (numerado e destinado para ele/a)...

Sei que os Deuses não dependem do nosso culto para existir, mas eles provavelmente fazem um bom uso da energia das nossas ofertas e devoções. E não é só para isso que eles nos chamam. Nós podemos ser intermediários entre deuses e homens, podemos ser portais ou pontes para o trabalho deles no mundo, podemos ser forças de paz e conforto para quem precisa etc.

Às vezes é difícil para as pessoas imaginar os Deuses como seres que amam tanto a gente a ponto de escolher alguns para quebrá-los ao meio (porque é isso o que acontece) em prol de algo maior. A presença deles é linda e aterrorizante ao mesmo tempo. É profunda e sobrepujante. É muito para um ser humano pequenino. Talvez por isso eles são vistos como deidades de criação e destruição. A presença deles nos fere para nos curar e, a partir daí, curarmos outros. Como Quíron, o "curador ferido".

Mas antes que eu fale de novo dessa reconstrução dionisíaca que volta e meia eu comento sobre ela, deixa eu retornar à questão das mudanças de quando uma deidade nos escolhe. Só para ilustrar algumas principais logo do início.

Para começar, isso muda seu estado mental: as ações mundanas passam a ser consideradas como de possível intervenção divina e não mais tão casuais assim. Você passa a prestar atenção, a ficar mais atento às "coincidências", você faz associações - explicando a si mesmo que você age de certa forma por que determinada deidade ensinou assim e você concorda com Ele/a a ponto de considerar aquilo. Com isso, seu caminho faz mais sentido, e quem você é também.

Depois, algumas respostas se tornam mais simples, você aceita que algumas coisas são assim porque há milênios já eram assim e nunca deixaram de fazer sentido. Algumas são culturais, mas outras são universais, naturais. (Um exemplo bobinho: a gente usa um anel em certa falange do dedo, ninguém usa o anel na ponta do dedo ou do nariz.) Há uma lógica interna em muita coisa que existe; ela nem sempre é aparente, mas ainda assim é aplicável. E os deuses entendem disso melhor do que nós. Muitas vezes Eles nos apontam um caminho com relação ao que sabem.

Então, isso tudo cria um laço poderoso entre Eles e nós. Aliás, é disso que se constitui a religião ("religar"). Ao aceitarmos que a vontade dEles e o próprio universo que habitamos tem uma lógica que um dia vamos entender (ou raramente não), recebemos sua aprovação, seus favores, e estabelecemos um relacionamento com consequências inesperadas pelo resto da vida.

O mais importante é fazer isso não por medo de represálias ou por imposição externa, mas por uma questão de sabermos ser gratos, sentirmo-nos amados, e sermos dedicados ao caminho espiritual que aceitamos.

Depois que você passa pelas marteladas no começo da lapidação da sua pedra bruta e sobrevive, aí você vira um diamante e vem uma parte que compensa: brilhar, servir de presente e receber um polimento de vez em quando... Ainda tem quem te jogue no chão e te morda para ver se você é de verdade, mas - cá entre nós - isso não é gostoso?

8.3.09

Meme para mulheres, no nosso dia

Postado por Alexandra Oliveira |

Indicação da Luciana Onofre do La Bruja y su Casa!

Escrever 7 segredinhos de beleza seus;
Convidar 7 parceiras de blogs amigos para responder;
Comentar no blog de quem lhe convidou;
Comentar no blog das suas convidadas, para que saibam da "convocação";
Linkar o blog que te convidou, no seu blog (no post em que você responder as perguntinhas).

1. A 'Santíssima Trindade' da pele: limpar, tonificar e hidratar.
2. 'Alimentar' os cabelos uma vez por semana com um suplemento nutricional de restauração.
3. Esfoliar antes de depilar, para evitar que os pêlos encravem.
4. Ir ao salão cuidar dos pés e mãos e sobrancelhas, e às vezes dar uma cortadinha no cabelo e fazer hidratação caso eu pinte.
5. Tomar 1 complexo vitamínico (de A a Zinco) toda manhã.
6. Só lavar as mãos e o rosto com sabonete líquido (que tem pH neutro e alguns têm até partículas para esfoliação).
7. No mais: maquiagem leve, reparador de pontas, pouco sol, auto-massagem e yoga. Na falta de alguma coisa, passar azeite de oliva que faz milagres (é quase como o Limpa-Vidro Windex do filme "Casamento Grego", rsrsrs!).

=D

Eu não sou muito disciplinada com essas coisas físicas, mas acho que quando as outras áreas estão bem isso reflete na beleza exterior que aparentamos.

Minhas indicadas são:
1. Iony, do Alma Rubra
2. Thaís, do Verdejando
3. Christina, do Curiosa Identidade
4. Babi, do A Guerreira Interior
5. Lorien, do Lorien's workshop
6. Você que está lendo isso...
7. E quem mais quiser fazer.


---
PS.: Repararam no ícone do sofá que tem agora na janela/aba do seu navegador? ;))

7.3.09

Tirso ao alto!

Postado por Alexandra Oliveira |

"Esteja sempre embriagado. De vinho, de poesia, ou de virtude, como desejares.
Mas esteja embriagado!" (Baudelaire)


FROM THE DIONYSIAN DAYS
Dos dias dionisíacos

GOLDEN APPLES FROM THE GROVE FALL DOWN THE TREE
Maçãs douradas do pomar caem da árvore
AND MAKE ALL THE BACCHANTS GATHER IN ARCADY
E fazem todas as bacantes se reunirem na Arcádia
TO DANCE ON THE FESTIVAL OF THE TRAGEDY
Para dançar no festival da Tragédia
AND EAT THE FRUITS OF ECSTASY
E comer os frutos do êxtase.

IN THE MIDWOOD TWILIGHT, ON HIS PIPE PLAYS THE FAUN
No meio da floresta, ao crepúsculo, sua flauta toca o fauno
IN THE GREEN TEMPLE, FROM THE DIONYSIAN DAYS,
No templo verde, dos dias dionisíacos,
WATCH THE DAWN.
Assista o alvorecer.

GOAT-FOOT GOD RISE YOUR ROD,
Deus de pé de bode, erga seu bastão,
BE FREE, AND KNOW THE WORLD
Seja livre, e saiba que o mundo
HATH NEED OF THEE AND ARCADY
Precisa de ti e da Arcádia
OOGOAT-FOOT GOD, PLAY YOUR PIPE, TONIGHT,
Ó, Deus de pé de bode, toque sua flauta, esta noite,
WILD AND FREE, YOUR MELODY OUT OF ARCADY
selvagem e livre, sua melodia fora da Arcádia.

(Therion)

Imagem: William Adolphe Bouguereau - Bacchante (1894)

3.3.09

3 (notas) rapidinhas antes de dormir

Postado por Alexandra Oliveira |

# Já aconteceu de você às vezes perceber que "coincidência" alguém lhe fazer uma pergunta exatamente sobre uma coisa que você leu esporadicamente uns dias antes de lhe perguntarem? Hoje foi um desses muitos dias. Li algo sobre a educação grega antiga, sem qualquer intenção, e vieram tirar uma dúvida comigo a qual eu respondi com segurança por ter (re)lido sobre aquilo há bem pouco tempo. É como se Eles estivessem me preparando.

# Minha mão está com cheiro de vela, e eu não toquei em vela hoje...

# Essa mulher que achei foto na net pode até dizer que é a Ísis, Wadjet, o que for, mas pra mim isso aí é a fantasia da Medusa do filme 'Fúria de Titãs':

Rsrsrs! Divirtam-se, e boa noite!

1.3.09

Confie no seu nariz! hehehe

Postado por Alexandra Oliveira |

Há um tempo atrás, quando administrava um fórum do seriado Heroes, ouvi falar de um livro de ficção sobre crianças com habilidades extraordinárias. O livro recebeu vários prêmios (compensando toda a polêmica do outro livro do autor, Versos Satânicos). Pois bem, eu nunca terminei de ler, mas com essa moda de Índia eu resolvi pegar o livro para dar uma olhada, porque lembrei do que ele falava sobre como um nariz grande seria tipo uma dádiva para os indianos. Através do nariz, poderíamos perceber as coisas do mundo externo que combinam ou não com o nosso mundo interno. Lembram de quando falei sobre ter olfato apurado? E terá isso alguma relação com a representação que fazem das bruxas com narigão? Rsrsrs! Mas então... Eis alguns trechos do texto, com grifos meus:
"Eu gostaria de deixar aqui registrada minha gratidão a esse formidável órgão (...). O nariz dele - só comparável à tromba do deus Ganesha, o de cabeça de elefante - anunciava de modo incontroverso seu direito a ser um patriarca. Foi Tai quem também lhe ensinou isso. Quando o jovem Aadam mal passara da puberdade, o arruinado barqueiro disse: "Esse é um nariz para dar início a uma família, principezinho. Não haverá engano quanto ao fundador da linhagem. Os imperadores mogóis teriam dado a mão direita por um nariz assim. Dentro dele dinastias estão à espera (...)".

Em Aadam Aziz, o nariz assumia um aspecto patriarcal. Em minha mãe, parecia nobre e um tantinho sofredor. Em minha tia Esmeralda, esnobe; em minha tia Alia, intelectual; em meu tio Hanif, era o órgão de um gênio frustrado; (...) em mim, entretanto... em mim, passou a ser outra coisa. Mas não devo revelar de uma vez todos os meus segredos. (...)

Tai deu um tapinha na narina esquerda de Aadam: - Sabe o que é isto, nakku? É o lugar onde o mundo de fora se encontra com o mundo que existe dentro da gente. Se eles não combinam, você sente aqui. Aí você, envergonhado, esfrega o nariz para fazer a coceira desaparecer. Um nariz como esse, seu idiotinha, é um grande dom. Ouça o que lhe digo: confie nele. Quando ele lhe der um aviso, preste atenção, ou você estará liquidado. Siga seu nariz e você há de ir longe. (...)

Certa vez conheci um oficial... no exército daquele Iskandar, o Grande. Não importa o nome dele. Ele tinha um pepino igual a esse seu, pendurado entre os olhos. Quando o Exército acampou perto de Gandhara, ele se apaixonou por uma sirigaita do lugar. Imediatamente, o nariz dele começou a coçar como doido. Ele coçava, mas não adiantava nada. Ele inalou os vapores de uma infusão de folhas de eucalipto. Nada, nada, baba! A coceira o deixava louco. Mas o bestalhão bateu pé e, quando o exército voltou para casa, lá ficou com a sua bruxinha. Ele se transformou... em quê?... numa coisa estúpida, nem isso nem aquilo, uma pessoa perdida no meio-termo, com uma mulher enjoada e uma coceira no nariz, até que por fim enfiou a espada na barriga. O que você acha disso?"

(Salman Rushdie, 'Os Filhos da Meia-Noite')

1.3.09

Mais sincronicidades: a serpente e a torre

Postado por Alexandra Oliveira |

No último post, falei da Kundalini. Pois bem, sem relação alguma, leio sobre o site de um Anubis Oracle para testar a leitura online, e o que me sai? Entre outras 3 cartas, a carta da deusa-serpente Wadjet, cuja interpretação traz estas partes: "Você pode estar experienciando um poderoso processo de purificação que pode se expressar como um despertar da kundalini" e "Wadjet espirala seu caminho para dentro de nossas vidas, abrindo e limpando os centros dos nossos chakras com sua energia de kundalini (ou de força de vida)". Até no Egito tem yoga? Rsrsrs!

As imagens que encontrei de Wadjet lembravam mais uma naja, sendo que quando pesquisei da kundalini encontrei uma naja dourada com uma espécie de 'psi' desenhado nela (figura abaixo). Ah, e - por falar em serpente - em Creta, Dionísio teria difundido o segredo da serpente e do touro, sendo a serpente (que renasce) mãe do touro (que fertiliza). Meu signo ocidental é touro e, no chinês, sou serpente.


Outro dia, mencionei como a Torre tem se repetido nas minhas leituras do tarô. Pois bem, seguindo onde falava do Anubis Oracle, indicaram depois o site de um Tarô Egípcio, também com leitura online. Qual a carta que sai? Bom, melhor vocês conferirem lá mesmo o meu resultado, clicando AQUI.

E, nessas horas, até novela serve de oráculo, quando liguei a TV para botar o DVD do filme que iria assistir e estava o cara citando o livro do Gita, falando que as circunstâncias são neutras, que somos nós que temos a atitude de conferir um valor positivo ou negativo a elas, de acordo com nosso desejo ou intenção.

Ontem de madrugada fiz uma escrita intuitiva e ela também confirmou esse meu momento de transformação. Eu sinto, vejo, percebo, é notável. Até porque foi decidida, por ser iminente. Era mudar ou sucumbir... Como a Torre.

Como diz a filosofia de um amigo meu: 'desapego express'.

Agora só falta "fazer a cobra subir", rsrsrs!

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