16.3.09

O líquido tem que fluir entre as duas taças...

Postado por Alexandra Oliveira |

Estes dias vinha me sentido um pouco como Dionísio sendo despedaçado e em minhas preces pedia para ser salva e restaurada das partes de mim que ainda estão vivas e não foram comidas por "monstros". Então tentei me cuidar para manter algo ainda disponível para ser escolhido pelos deuses como forma de me recriar. E acredito estar melhorando. Como Hermes (Mercúrio, para os romanos) é um deus também da 'sorte', esperava que ele viesse mudar a minha para algo mais agradável.

Fui por acaso folhear um livro hindu e notei isso:
"रसस्य मनसश्छैव छञ्छलत्वं सवभावतः |
रसो बद्धो मनो बद्धं किं न सिद्ध्यति भूतले || २६ ||

rasasya manasaśchaiva chañchalatvaṃ svabhāvataḥ |
raso baddho mano baddhaṃ kiṃ na siddhyati bhūtale || 26 ||

By nature, Mercury and mind are unsteady: there is nothing in the world which cannot be accomplished when these are made steady.

Por natureza, Mercúrio e a mente são instávels: não há nada no mundo que não possa ser realizado quando eles são feitos estáveis."

(Hatha Yoga Pradipika)
Isso me fez pensar que eu ainda estaria estancada no lugar, sem realizar nada, se as coisas continuassem do jeito que estavam. O choque ao menos fará o que é necessário mudar e sair do lugar.

1 comentários:

Lili Martins disse...

Sabe, Alex... Eu também estou passando por uma fase muito semalhante a sua, quer dizer, a qual eu intuo que seja a sua. E quando no domingo acordei com o nome Zagreus na cabeça, eu fiquei temerosa, porque eu não queria ser devorada. Agora estou na minha fase "espartana" e necessariamente eu não tenho a menor idéia sobre o que estou lutando.
Seguir adiante é sempre tão difícil, talvez porque nos apegamos demais as coisas, ao que se passou, aquilo que alegrava nossos corações, todos aqueles planos que fazíamos e tudo o mais. Devido aos meus ultimos sonhos, especialmente com guerra, tenho lido sobre Esparta e seus guerreiros e tentando não me render, ou recuar ou mesmo fugir, tenho que encarar os fatos, a realidade como ela se encontra e por mais dolorido que isso seja, seguir.
Numa dessas coisas que eu li, o que mais me chamou a atenção é que os guerreiros espartanos eram valorosos não porque eles não tinham vontade de ficar ricos, ou de voltar para seus lares, ou por não ter medo, mas por ter vontade disso tudo e mesmo assim lutarem para ser livres, era por sua liberdade. É difícil, sim, exige muito sim, mas podemos nos libertar!
Espero te encontrar bem e tenha certeza que riremos disso tudo mais pra frente! Força!

Beijos

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