27.2.09

Uma 'grega' na yoga (parte I)

Postado por Alexandra Oliveira |

Hoje na yoga falamos dos canais Sushumna, Ida e Pingala, que atravessam os chakras, por onde passaria a Kundalini, energia representada por serpentes. Isso me lembrou o caduceu de Hermes.

Caduceu, Sushumna (canal do centro) e Ida e Pingala (os direito e esquerdo).

Depois fizemos a postura do guerreiro II (Virabhadrasana). que me lembrou a escultura em bronze de Poseidon (ou Zeus, segundo alguns).

"Poseidon Soter" de Artemisium (c. 575 AEC) e Martha (alguém da internet) no ásana citado.

Isso que dá misturar culturas, rsrsrs!

26.2.09

"Que carta do tarô é você?"

Postado por Alexandra Oliveira |


Você é o Eremita



·Você possui uma grande quantidade de sabedoria e a habilidade de ver as pessoas por quem elas são.
·Você está sempre olhando à frente, para o futuro, desenvolvendo visões.
·Solitária, você tende a viajar sozinha pela vida, procurando sua própria verdade.
·Você não anseia ardentemente por coisas materiais ou títulos pomposos. Você não carrega bagagem.

Sua sorte:

·É possível que haja uma figura desconhecida que seja uma guia na sua vida, pronta para te ajudar.
·Tudo o que você tem a fazer é encontrar essa pessoa e procurar o conselho dela.
·Também é possível que você precise começar a procurar o significado de sua própria vida.
·De qualquer forma, há algum profundo pensamento que você precisa experimentar, e isso precisa ser feito logo.



Não sou muito de postar testes, mas como esse deu certinho e é fofo, até traduzi o resultado.

26.2.09

Mem-órias

Postado por Alexandra Oliveira |

A Sophia Austeros me indicou para este meme. Para quem não sabe, "meme" vem do grego (como tudo no mundo, haha!) "mimema", ou seja, uma unidade de informação cultural, uma idéia transmitida de uma mente para a outra, algo mentalmente contagioso.

Então vamos lá, eis as regras que os indicados devem seguir:

- escrever essas 5 regras antes de seu meme para deixar mais claro;
- colocar o link de quem te indicou ao meme no teu blog;
- contar seis fatos aleatórios sobre você (essa é a parte mais importante);
- indicar seis blogueiros para continuar a brincadeira;
- avisar esses blogueiros que eles foram indicados.

Seis Fatos Aleatórios Sobre Mim:

1. Tenho um olfato apurado. Já identifiquei cheiro de amaciante em roupa de amiga, já desisti de namo por causa de cheiro desagradável, gosto de cheirar minha comida... Enfim, 'grrrau!', rsrsrs.
2. Tenho sonhos premonitórios. Ou seja, minha parte animal tem olfato apurado e minha parte espiritual tem anteninha onírica. Por conta disso, vivo tendo 'deja vu', mas normalmente lembro que foi porque sonhei com aquilo antes.
3. Quando estava na sexta série, estudava grafologia, astrologia etc, e uma colega me perguntou (sem estar brincando) se eu iria ser bruxa quando crescesse.
4. Quando passei no primeiro vestibular, o tema da redação era o carnaval e eu meti mitologia grega no assunto, falando de Pandora e das Idades da Humanidade (de Hesíodo).
5. Já estudei um pouquinho de gaélico irlandês, romeno, latim, francês, alemão, algo mais de grego e espanhol, bastante de italiano, e dava aula de inglês. Tentei aprender esperanto, japonês e russo, mas isso não é pra mim.
6. Já fiz amigos comprando livro de Hesíodo com um estudante de filosofia que conhecia uma professora da escola de inglês onde eu dava aula. Para quem acha que só se faz amizade bebendo cerveja, taí; hehehe!

Indico:
Dani, do Delirium
Iony, do Alma Rubra
Thaís, do Verdejando
Thiago, do 13 Luas
E só, porque os outros acho que já indicaram. Se alguém mais quiser fazer, fique à vontade.

26.2.09

Saudação ao Sol

Postado por Alexandra Oliveira |

Na aula de yoga de ontem fizemos a sequência de saudação ao sol (surya namaskar). Depois colocaram um incenso que me incomodou porque tinha um cheiro doce e um tanto energético demais para um relaxamento feito depois de um exercício de energia. Senti-me em desequilíbrio, desarmonia, e chamei Apolo para vir tapar meu nariz a fim de eu conseguir me concentrar na prática que demandava sentir sua luz solar. Funcionou durante todo o resto do tempo, mas ainda assim saí da aula com um pouco de dor de cabeça.

Enfim, na hora Ele apareceu com um bastão fino comprido (com algum símbolo na ponta de cima), no qual se apoiou para se agachar ao meu lado e apertar meu nariz. Ele estava com uma sunga por baixo e uns retângulos brancos na frente e atrás. Também usava uma espécie de coroa fina que não fecha na parte de trás da cabeça. Ainda não tinha visto Ele assim. De qualquer forma, estava lindo, como sempre.

Pensando nEle, me lembrei de uma arte que fiz em 2006 e fui procurar nos meus CD-ROMs. Felizmente encontrei. Quem quiser ver maior, é só clicar na imagem (abrirá em nova aba/janela):


23.2.09

É carnaval, mas não O divido...

Postado por Alexandra Oliveira |

Acho que todos hoje em dia têm alguma noção da relação do carnaval com festivais pagãos antigos. O culto a Dionísio inspirava rituais onde mulheres dançavam, o teatro dele usava máscaras, o seu vinho levava a estados alterados de sair de si movido pela alegria, a loucura sombria se alternava com profundos silêncios, a natureza da vinha e dos sucos era celebrada, e o deus guardava uma relação especial com as mulheres, especialmente com Ariadne. Era um deus cujos mitos e festas simbolizavam uma nova vida (dio-nisio, o que nasceu duas vezes) e cujos mistérios - junto aos de Deméter - eram dos mais enigmáticos de todos.

Em Roma, os mistérios de Baco emergeram do deus italiano da fertilidade, Liber. O culto romano enfatizava os aspectos sexuais da religião e as provações assustadoras inventadas pelas deidades ctônicas para a iniciação ao seu Mistério. Por esse motivo, as autoridades romanas o baniram em 186 AEC*, alegando atividades criminosas (abuso sexual, assassinato, corrupção), por mais que as acusações não fossem comprovadas e que a opinião geral fosse de que eram apenas desculpas para deter um culto que era visto como perigoso para o Estado. O Senado Romano baniu os ritos ao deus por todo o Império e restringiu seus encontros a nada mais e um pequeno grupo de pessoas sob uma licença especial em Roma. Porém, isso só serviu para transformar o culto em algo mais 'underground', realizado em segredo.

Os ritos ganharam ainda mais infâmia quando afirmaram que a esposa de Spartacus (líder da revolta escravagista de 73 AEC) era uma iniciada nos Mistérios Trácios de Dionísio. Mas eles foram revividos por Júlio César em 50 AEC, com Marco Antonio se tornando um entusiástico devoto e ganhando mais apoio popular no processo. Tais cultos continuaram então a existir, junto com as procissões carnavalescas de rua, e foram implantados na maioria das provincias conquistadas pelos romanos.

O que vemos hoje, porém, destituiu-se quase que completamente do seu caráter religioso, tornou-se algo "profano" e sem sentido. Pode-se até esperar uma renovação da vida após o carnaval, realizado entre o começo do ano civil e o começo do ano astrológico, pode-se pensar no carnaval como a esperança retida na caixa de Pandora, de uma igualdade social em meio à celebração, e pode-se também lembrar das palavras de Blavatski ao dizer que "Dionísio é preeminentemente a deidade em quem eram centradas todas as esperanças para a vida futura" ('Ísis sem Véu'), mas na mesma frase ela também afirmava que "ele era o deus de quem se esperava que liberasse as almas dos homens de suas prisões de carne", e isso é praticamente o oposto do que se faz hoje, fazendo do carnaval uma festa do êxtase da carne, e não do êxtase espiritual que vence as limitações do corpo.

Não sei se isso é ruim ou é bom, porque por um lado me satisfaz saber que não temos que dividir nosso amado deus com quem não se digna de recebê-lo. Por esse período, faço-me amante egoísta do deus mais livre que há. Então, nestes dias fico com os versos do primeiro canto dos dez que a "escritora maldita" lhe dedicou, e peço que Ele nem apareça:
"(...) Que não venhas, Dionísio.
Porque é melhor sonhar tua rudeza
E sorver reconquista a cada noite
Pensando: amanhã sim, virá.
E o tempo de amanhã será riqueza:
A cada noite, eu Ariana, preparando
Aroma e corpo. E o verso a cada noite
Se fazendo de tua sábia ausência."

(Hilda Hist, 'Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé, de Ariana para Dionísio')

*AEC = Antes da Era Comum, datação utilizada para evitar conotações religiosas.
[Imagem: Dionísio, de Tintoretto]

20.2.09

Divagando

Postado por Alexandra Oliveira |

Na madrugada de terça para quarta-feira joguei o Tarô Mitológico e, para variar, ele falou tanta coisa certa que eu às vezes fico rindo na hora da leitura, de tão na cara que ele me dá, rsrsrs. Mas tem uma carta que desde os últimos meses de 2008 para cá anda reaparecendo. Desta vez não foi propriamente nas 10 cartas, mas por eu pedir uma carta extra para entender que tipo de mudanças eram aquelas das quais o jogo falava. E aí veio ela de novo: a Torre, Poseidon.

Fico imaginando nas trocentas coisas que posso entender dessa carta. A maioria delas é daquele tipo que, embora dê medo (por exemplo, dessa coisa que se desconstrói quer eu queira ou não), também traz um alívio (como o de não ter que carregar mais certos blocos de pedra). Sei que pode parecer difícil imaginar as consequências positivas de um terremoto "poseidônico", mas creio andar mesmo precisando derrubar/demolir certas coisas para ser mais livre.

O que me lembra o mineiro "Libertas Quae Sera Tamen" (liberdade, ainda que tardia), frase a qual - quando pequena - eu achava que significava 'liberta que serás [livre] também', rsrsrs! Não deixa de fazer sentido, não é? Libertar os outros faz-nos tirar nossas próprias amarras. Crianças são sábias! Talvez por ainda estarem com o conhecimento adquirido de outras vidas mais fresquinho. Acho que as águas do rio Lethes (rio do esquecimento) vão fazendo mais efeito com o tempo. Minha memória anda meio ruim para as coisas dos últimos anos, que dirá de outras eras...

Mas então, antes que eu me esqueça também, resolvi atender ao pedido da nayla e trouxe um som da Ana Vissi para curtirmos. Então fiquem com o vídeo, letra e tradução (porque, se é pra mostrar, vamos mostrar direito! hehehe):



Είσαι στο αίμα, στις φλέβες, στα κύτταρά μου
Estás no meu sangue, nas minhas veias, nas minhas células
Είσαι στον αέρα, που αναπνέω, στη μοναξιά μου
Estás no ar, o qual respiro, na minha solidão

Είσαι η μέρα μου, είσαι η νύχτα μου, είσαι το λιώμα μου
És meu dia, minha noite, meu vinho
και τα ξενύχτια μου, είσαι ο παράδεισος στις παραισθήσεις μου
E minhas noites sem dormir, és meu paraíso em minhas alucinações
Είσαι το κάρμα μου κι όλες οι αισθήσεις μου, χαχα, χαχα
És meu carma e todas minhas sensações, haha, haha

Εσύ, τη ζωή μου ορίζεις, εσύ, το μυαλό μου τρελαίνεις
Tu determinas minha vida, tu enlouqueces minha mente
Εσύ σε όλα υπάρχεις, εσύ κι ας μην είσαι εδώ
Tu estás em todas as partes, ainda que não estejas aqui...

17.2.09

Anthesterion 20-26 (16-22 Fev. 2009)

Postado por Alexandra Oliveira |

Pouco sabemos dos Mistérios Menores de Eleusis, então, em vez de entrar em detalhes práticos de ritual, acho melhor falar do sentido e propósito de eles acontecerem.

Essa preparação para os Mistérios Maiores aborda os mistérios da alma em sujeição ao corpo, que é o que lhes dá essa característica de intimidade e obscuridade. Procura-se a felicidade da alma (neste mundo e no próximo), purificando-a através do desligamento da natureza material e a constante elevação a outros níveis de realidade. Nele, acontecem visões de caráter intelectual, espiritual e místico. O objetivo dos mistérios menores é de nos levar de volta aos princípios dos quais descendemos, desfrutando plenamente de um bem-estar intelectual e espiritual. Essas coisas nós descobrimos com Platão e com o pessoal do neoplatonismo.

O curioso é que aparentemente isso era feito não focando o ar (espírito e intelecto), mas a terra, a natureza, as deusas Réia (mãe dos deuses), Deméter (deusa da agricultura) e Perséfone (rainha do submundo). A terra aqui é vista como fonte de fertilidade - até pela aproximação da primavera no hemisfério norte -, de onde as coisas germinam, desabrocham, despertam, assim como acredito que devamos despertar para uma nova dimensão da realidade e desabrochar para certas visões. A semente fica na intimidade da terra, no escuro, antes de abrir-se e atingir o ar como planta. Portanto, nada de incongruente há em pensar num retorno à terra com vistas de elevação intelecto-espiritual.

Então, futuros Mystai (iniciados), Ye Kye (chuva e nascimento), vamos fluir e conceber!

15.2.09

Saladinha de Imperador

Postado por Alexandra Oliveira |

Só vim dizer que hoje jantei uma "Caesar salad" e é muito bom para uma grega degustar um romano de vez em quando... Kakaka!

Botei molho grego de iogurte pra descer mais fácil. ;))

14.2.09

Mais sincronicidades: curas, gregos e folhas

Postado por Alexandra Oliveira |

Ontem na aula de yoga, além de tantas outras coisas boas no trabalho com os chakras e com o físico (incluindo algo que adoro que façam: eu de bruços e a professora - que por sinal é argentina - em pé nas minhas costas), a parte das visualizações me surpreendeu mais ainda do que na primeira aula.

Primeiro porque a gente 'varreu' do corpo exatamente uma coisa que vinha me incomodando e que já tinha me provocado dois ou três pesadelos daqueles que acordamos sem ar e com o coração disparado. Nas palavras dela: "aquilo que você queria que tivesse acontecido e não aconteceu, as esperanças perdidas, o que não deu certo"...

Segundo porque reencontramos nossa criança interior e foi muito bom.

Terceiro porque, no final do exercício com a criança, eu já estava indo além, eu me vi em outro lugar, só não aprofundei mais porque ela nos chamou de volta. Não sei se voltei tanto na infância que acabei indo para outra vida, mas o que vi foi uma casa de painéis cor de palha, por onde eu passava procurando meu então pai, dizendo que se ele não estava ali então eu não poderia resolver plenamente aquele problema, pois foi ele que o tinha causado. Dali da casa eu via uma praia (areia e mar), eu era criança com uma túnica branca e um cinto marrom-dourado, e sabia que éramos uma família grega. O que eu precisava resolver não era só comigo, era algo que ele tinha feito a todos nós, no estilo dos textos antigos que mostram a infalibilidade do destino, tanto que na hora eu só conseguia pensar em Édipo, não pelo lado psicanalítico, mas sim de uma dinâmica de fatalidade que só ele poderia reparar.

Não sei se foi bom eu ter voltado porque já estava fugindo do foco ou se precisava saber mais ou se isso apenas veio confirmar e acrescentar mais um fato à história que já sei de uma vida anterior. Talvez eu deva correr atrás de esclarecer isso, mas enfim. No final da aula eu tomei um cházinho com a dona do centro, que comentou que me achou bem flexível, hehe.

Outra coisa interessante foi termos feito um ásana sobre um imaginário grupo de folhas de certa textura e, quando entrei no elevador do meu prédio voltando da aula, lá estava uma folha no chão, como a imaginei. Do nada, dentro de um elevador. É claro que eu a trouxe para casa e guardei no caderninho. Parei de pensar demais no motivo das coisas, se ela estava ali era para mim e eu tinha que trazê-la. Simples assim.

13.2.09

Afrodite, Dia do Amor e o Alinhamento Planetário

Postado por Alexandra Oliveira |

A libação (oferta líquida) de fevereiro da Hellenion é para Afrodite (Αφροδίτη). O curioso deste ano é que o segundo sábado do mês cai justo no dia 14 de fevereiro, "dia do amor" para os americanos. Então vamos celebrar esse aspecto dela como 'deusa do amor', oferecendo-a incenso, flores, chocolate e vinho. Enquanto isso, cabe recitar os dois hinos homéricos a Ela (5 , 6 e 10), o hino órfico (54), os poemas de Safo dedicados a Afrodite, e ler sobre seu nascimento na Teogonia de Hesíodo (188-206). Outros poemas de amor podem ser utilizados também. Procurem usar coroas de flores durante o rito.

Agora, outra curiosidade no Valentine's Day deste ano é que ele concretiza as palavras da música Aquarius, de 40 anos atrás. Aquela do musical Hair, lembram?
"When the moon is in the seventh house and Jupiter aligns with Mars, then peace will guide the planets and love will steer the stars" (Quando a lua estiver na sétima casa e Júpiter se alinhar com Marte, então a paz guiará os planetas e o amor conduzirá as estrelas).
Pois é, no começo deste sábado a lua entra na tal 7ª casa, que corresponde à casa dos relacionamentos (ó o amor), e os planetas Júpiter e Marte estarão mesmo alinhados (e no signo de Aquário! E na casa 12 - do inconsciente, da transformação espiritual etc).


"Golding living dreams of visions, mystic crystal revelation and the mind's true liberation" (sonhos vívidos de visões douradas, revelação de cristais místicos e a liberação verdadeira da mente). Será que uma nova era de amor e paz nasce amanhã? Acredito que depende da gente fazê-la acontecer, a começar por deixar esse sol brilhar em nossas vidas, como diz o subtítulo da música ("let the sunshine in" - deixe o sol entrar).

Clique AQUI para ver mapa, horário e mais coisas dessa configuração planetária. Inclusive podemos fazer algo em conjunto nos 18 minutos do alinhamento, seja no horário universal ou local. E esse algo pode ser justo a libação a Afrodite! Fica a sugestão...

12.2.09

Feliz Sexta-Feira 13!

Postado por Alexandra Oliveira |

O medo específico da sexta-feira 13 é chamado de "Paraskavedekatriaphobia" (parascavedecatriafobia), ou ainda frigatriscaidecafobia.
Parece sânscrito, mas é grego. Rsrsrs!

11.2.09

Azuis...

Postado por Alexandra Oliveira |

Primeira aula de Hatha Yoga!

Entre as várias coisas legais (professora com sotaque latino, colega da área de Letras, começar com dor nas costas e sair levinha, voltar a enxergar auras como há muito tempo não acontecia, 'ver' uma rosa e espirais de papel azul, 'virar' cobra, gente, borboleta, saber que o centro vai funcionar no carnaval etc), queria compartilhar uma visualização que tive durante um exercício. Aliás, isso de fechar os olhos e transportar-se para outros lugares me lembrou um pouco do xamanismo.

Quando estava como borboleta, primeiro vi perspectivas de uma parte da faculdade, depois eu me virava pelo ar e me vi voando entre uma espécie de céu e mar (tipo acolchoados e texturizados), ambos azuis (em tonalidades diferentes), meio surreais, acima e abaixo de mim, depois vi um ponto de onde saíam raios, isso eu ainda voando na direção do ponto, mas ele foi se abrindo (aumentando) para revelar que era tipo uma luz em final de túnel, eu via o túnel e o asfalto abaixo, mas ainda era tudo azul (escuro embaixo e claro em cima) - exceto pela paisagem colorida e iluminada lá do outro lado. Antes de chegar a sair do túnel, veio um monte de água - azul - inundando o lugar, vindo em minha direção. Mas eu não tinha medo nem me afogava, eu deixava ela vir me lavar.

Vou me limitar a apenas deixar esse relato, sem ir além em ampliações simbólicas. Voltei satisfeita e sinto que as aulas me farão bem, só senti falta desse momento de compartilhar o que vemos, então vou ter que fazer isso com vocês, rsrsrs!

A professora usa Namaskár em vez de Namastê, mas achei uma explicação AQUI, de que no fundo são a mesma coisa. Então eu lhes saúdo com a força de minha mente e o amor de meu coração...

11.2.09

com Sara Kali no pescoço

Postado por Alexandra Oliveira |

[Foto: eu com meu cordão de Sara Kali.]

Santa Sara Kali é a padroeira dos roma (plural de rom, os ciganos). Eles são povos tradicionalmente nômades, originários do norte da Índia e que hoje vivem espalhadas pelo mundo, subdivididos em diversos grupos. Ela também é a santa dos desesperados, ofendidos e desamparados.

O epíteto Kali significa "negra", porque sua pele é escura. Seu culto se liga ao culto das Madonas Negras. Mulheres (romi) que não conseguem engravidar, ao terem seus pedidos atendidos, depositam aos seus pés um lenço (diklô).

Quando eu buscava coisas sobre ela na web para postar aqui, vi um site com um monte de desenho de flor-de-lótus boiando na tela, parecidos com o desenho da logomarca do Centro de Yoga. Eita sincronicidade!

Para completar, a Lu ainda postou hoje uma magia, no blog dela, com a foto da imagem de Sara Kali que ela me deu e toma conta dela pra mim. :))

10.2.09

Socorro! rsrsrs

Postado por Alexandra Oliveira |

Estava lá eu fazendo as lições do programa de instrução de adultos da Hellenion e fiquei pensando sobre a famosa questão da ortopraxia (ação correta, de cultuar os deuses e viver por certos valores) ser mais importante do que a ortodoxia (pensamento correto, de seguir dogmas). Pensei também na questão da reciprocidade como o relacionamento formal entre os deuses e os seres humanos.

Aí percebi que antes mesmo de conhecer isso tudo, eu já considerava essencial a reciprocidade (que antes eu entendia como gratidão, mas vi que não é bem por aí) e o fato de demonstrar as coisas em atos e não apenas em sentenças nas quais se acredita.

Posso não ser muito de ficar com palavras carinhosas, mas não tenho preguiça de fazer as coisas que precisam que eu faça, de me empenhar em demonstrar que desejo contribuir para ver as pessoas felizes.

Então me lembrei de coisas que vi no shopping e fiquei com vontade de comprar para o Pipe e a Ali, mas como não é aniversário deles nem nada, me segurei. Fui comprar coisas para mim e achei ruim ter que gastar, sendo que era menos do que gastaria com os presentes deles. É engraçado isso de não medir muito preço quando se é para usar o dinheiro com outras pessoas que não eu mesma. Isso acontece com a Ky também, morro de vontade de raspar da prateleira as dezenas de imagens de deidades egípcias que sigo vendo por aí. Fora que hoje mesmo vi dois livros novos sobre o Egito, e queria ao menos ter tirado foto para mostrar pra ela. (Ah, por falar em compras, comprei um cordãozinho com Sara Kali pra mim.)

Agora vejam: eu começo lendo sobre a Era Clássica e termino pensando em coisas que vi no shopping. Eu realmente preciso parar de divagar tanto, hehehe! Deixa eu voltar para a lição...

10.2.09

Shri (Senhor) Ganesha

Postado por Alexandra Oliveira |

Um dia, quando estava no alojamento em Belo Horizonte, resolvi meditar. É, naquela posição (sentada) de lótus mesmo. Depois de uns dias, Ganesha começou a me rondar. E eu não sabia o porquê. (Não, não foi por causa da novela nova, hehehe!) Dele eu só sabia que era o "eliminador de obstáculos" e só conhecia um mantra da época que namorei uma pessoa que se dividia entre o panteão nórdico e o hindu. É um mantra que, por sinal, eu adoro cantar. Quem sabe o posto aqui depois...

No aeroporto de Brasília, já na volta, eles não nos fazem esperar pela conexão na sala de embarque, como sempre faziam. Fazem-nos é sair mesmo, então fico zanzando pelo aeroporto que tão bem conheço dos mais de 20 anos que morei lá. Uma loja me chama a atenção pelas imagens na vitrine: egípcias, africanas etc. Quando entro para procurar se havia algo grego, com quem me deparo? Com um pequeno Ganesha, com um "psi" (a letra grega em formato de tridente que é símbolo da psicologia, na qual sou formada). Havia outras duas imagens de Ganesha ali, mas diferiam dessa pelo material e pela representação (além de não terem o psi). O pequeno tamanho dele era ideal para carregar na minha bolsa e não causar olhares de desconforto quando eu chegasse em casa com ele.

[Foto do Ganesha que comprei em Brasília.]

Mas eu ainda não sabia o que ele queria comigo. Conversei com a minha amiga mestra egípcia Ky e ela sugeriu que eu visse qual grego seria o equivalente a Ganesha. Pensei em Hermes, como o que abre os caminhos, só que ainda assim eu achei que não era para fazer essa transição. Era Ganesha mesmo quem me chamava.

Então tive vontade de fazer Yoga. Nunca fiz, porque pensava que eu já sou quietinha demais e precisava era de artes marciais para extravasar energia. Porém, desta vez parei para refletir sobre isso e percebi duas coisas: primeiro que a melhor maneira de ir para um outro lado é esgotar todas as possibilidades de um. Igual quando olhamos demais para uma imagem 3D (ou mesmo da Gestalt) e a outra imagem repentinamente aparece - porque o cérebro muda sozinho para não estancar ou desligar; segundo que eu posso ser pacífica no exterior, essa coisa de taurino que se arrasta - embora o ascendente em gêmeos me deixe dinâmica -, mas minha mente não se detém um instante, está sempre pensando e interpretando e analisando tudo, e por isso fazer yoga poderia me ajudar a parar um pouco e desligar isso.

Quando finalmente tive um tempo para sentar diante da internet e procurar um lugar que oferecesse aulas aqui em São Luís, me deparo com o relativamente novo "Ganesha - Centro de Yoga". E em um lugar de ótimo acesso para mim. Então imaginei que essa fosse a confirmação de que, pelo menos, Ganesha quer que eu faça yoga. Se há algo mais que ele espera de mim, é provável que eu vá descobrir mais tarde, depois de ter começado a prática.

[Foto do nome do Centro de Yoga daqui.]

O resultado do Mythic Oracle que postei aqui foi na manhã do dia em que fui tomar informações lá no centro, na hora do almoço. Marquei uma aula experimental para amanhã, ao final da tarde. Vamos ver aonde isso irá me levar... Espero que realmente venha uma fase de iluminação, como previu a carta de Hélio.

9.2.09

Ana Vissi como Medusa

Postado por Alexandra Oliveira |

Porque acho lindas as imagens de arte com essa cantora grega:

9.2.09

Chegando

Postado por Alexandra Oliveira |

Bem-vindos!

Este será meu blog pessoal para falar principalmente de coisas espirituais, sonhos, sincronicidades ("coincidências"), reflexões sobre o tarô, petelecos de oráculos, novidades, curiosidades, beliscões dos deuses, relatos de rituais, imagens inspiradoras e o que mais me der vontade de compartilhar com vocês. Ou seja, vamos sentar no sofá e papear sobre o que mais gostamos de falar. Ah, e como conversa é diálogo, espero seus comentários.

E que Eles nos sejam favoráveis...

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