5.4.10

De Volta para o Futuro

Postado por Alexandra Oliveira |



Difícil para uma nômade falar de lugar preferido, pois cada cidade tem aquele cantinho que eu não deixo de visitar toda vez que passo por ela, ou aquele recanto que tenho vontade de conhecer na primeira vez que chego em uma. E - para falar a verdade - eu normalmente visito mais pessoas do que lugares. É o lugar no coração delas que eu vou lá para cuidar e não deixar que ela esqueça que me tem dentro. Afinal de contas, o melhor lugar do mundo é aquele em que estamos em boa companhia, seja de outros ou de nós mesmos com o sagrado.

Mas tudo bem, vamos escolher lugares físicos...

Eu poderia falar de lugares que me trazem lembranças, como o rio onde eu pescava com meu avô, ou a cidade onde eu tinha fãs e professores que diziam que eu tinha futuro na música (um futuro que eu deixei pra trás). Poderia também falar de lugares bonitos ou experiências malucas, os acampamentos, as aventuras arriscadas. Ou poderia falar dos lugares imaginários pra onde me reporto quando preciso tirar férias do mundo real. Também poderia falar do meu Mundo Xamânico. Ou poderia dizer que o melhor lugar do mundo - aquele em que podem me deixar largada e trancada por horas lá dentro - ainda é uma biblioteca. Porém, não vou falar de nada disso. (E também não vou falar que é a Grécia, rsrs!)

De qualquer forma, já que é difícil escolher, vamos nos ater ao texto que seguia o tema.

A pergunta da proposta era para onde meu pensamento foge, para onde tenho vontade de ir quando desejo largar tudo. E, quando se trata de largar tudo, eu com certeza não iria para um lugar de memórias do passado, porque largar tudo - para uma taurina com gêmeos e outras doidices no mapa - é largar TUDO mesmo. Tirando as horas em que a vontade é deixar o corpo e ir ao Hades ou onde for que me esperem no além, o lugar que eu amo é aquele em que eu vou estar sozinha e feliz no meu futuro. Sim, eu amo 'estar sozinha', e isso não tem nada a ver com 'ser solitária'. Ao contrário, eu quero exatamente estar num lugar que seja superpovoado, onde eu possa sentar em uma praça pública e observar as pessoas. Onde eu possa dizer bom-dia para desconhecidos, pedir informações na rua (mais para fazer alguém me olhar do que propriamente por estar perdida) e estender a conversa com uma alma de energia boa que vier falar comigo. E poder me despedir e sair dali, ir e voltar quando eu quiser, sem ter que fazer relato nem perguntar ou responder nada. (Depois, eu tranquilamente iria me afastar do mundo para meditar e pensar nele.)

E quero que esse lugar tenha borboletas. Pra mim, um lugar sem borboletas é um lugar sem alma.

O lugar (espaço) que eu amo fica no futuro (tempo). O lugar que eu amo é na quarta dimensão. Minha ágora (comércio, matéria) é agora, e meu templo (sagrado, espírito) é em outro tempo. Um dia eu vou pra lá, eu vou por lá, e nesse dia estarei amando esse lugar. Até encontrar uma outra estrada virtual para saltar...


Participe!

Beam me up, Scotty!

5 comentários:

Rayto de Lua disse...

Adorei!!! Principalmente quando você fala de estar no coração das pessoas. Beijos Li*Rayto

Jota Olliveira disse...

Amiga. Vc é especial e sabe disse. Está no meu coração. E mesmo a distancia. Nossa amizade fica cada vez mais forte.

Pois é nos estamos onde nossos corações estão.

Te amooooooo

Miguel Fernandes disse...

Estar sozinho! Ah!, O único lugar que podemos estas a sós, é quando nos lembramos do caminho que nos leva ao centro de Tudo! Ao centro de nós mesmos! E nos encontramos conosco! Nosso Templo interno de onde nunca saímos! Saímos somente no vôo do pensamento! E descobrimos que não existe passado nem futuro, somente o eterno agora!
E, no entanto, estamos sós, como em um circulo cujo centro está em toda parte e a circunferência em parte alguma, ligados a miríades de outras Estrelas, infinitos pontos de Luz!
Somos sós na imensidão do Tudo, do Todo! E o mais interessante é que todos nos procuramos este lugar de Paz e Amor durante a vida toda, de encarnação a encanação, procurando, olhando para fora como se estivéssemos em um escafandro, e na verdade estamos, e repetindo o mesmo erro. Como disse o Shidarta Gautama – o Buda - que insignificância nascer incessantemente!
No entanto, nos esquecemos quem somos, procuramos deus fora, mas este DEUS está dentro de cada um. Nós olhamos nos olhos Dele todos os dias no espelho e não o reconhecemos! O que procuramos é Aquilo que Vê! SOMOS DEUSES! Somos a Multiplicidade na Unidade! Não somos espíritos encarnados neste lindo planeta a expiarem por nossos pecados, (que pecados?), pois a palavra do pecado é restrição.
Restrição em não fazer a nossa verdadeira Vontade! Somos Deuses! Dormimos e dormindo, sonhamos!
SAUDAÇÕES AO DEUS QUE HABITA O INTERIOR DE CADA UM!
SOMOS TODOS UM!

Miguel Angelo

Espartana disse...

Obrigada a todos! :)

Daniel disse...

Simplesmente lindo!
Parabéns Alex!
beijo

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